Quando a Xiaomi chegou ao Brasil na metade de 2015, já contava com uma legião de fãs. Milhares de usuários já possuíam algum aparelho da marca, importando da China. Muitos outros já conheciam o modelo de negócios da empresa e morriam de ansiedade pela chegada por aqui. Afinal, quem não quer um top de linha por preço de intermediário, um intermediário por preço de entrada e um de entrada mais barato que a concorrência?

Por tudo isso, o evento que marcou a estreia da Xiaomi no Brasil estava repleto de fãs, além da imprensa. O plano era fazer algo simples, sem grandes apresentações ou atrativos.

Essa simplicidade no evento e a forma casual com que Hugo Barra falou no palco tornou tudo muito simpático, o que agradou ainda mais quem estava assistindo. O fato da ASUS ter feito um evento onde só faltou colocar um elefante no palco, tornando tudo confuso (e com atrasos enormes), também ajudou.

Logo, era de se esperar que a Xiaomi teria grande sucesso no Brasil, não é mesmo? Este não foi o caso. No meio do ano passado, o Manual do Usuário publicou uma matéria sobre as dificuldades enfrentadas pela Xiaomi no Brasil e um possível saída do país.

Parece que esse realmente foi o caminho escolhido. Conforme aponta uma reportagem do TechTudo, não é possível mais encontrar produtos da Xiaomi no varejo online, o SAC da empresa não realiza mais pedidos ou oferece um atendente para lidar com possíveis problemas com o Redmi 2, a página no Facebook não é atualizada desde 29 de junho de 2016 e por fim, o canal do YouTube não recebe um novo vídeo há oito meses.

Ou seja, a Xiaomi já praticamente não existe no Brasil. Isso vai contra todas as respostas oficiais dadas ao que foi publicado pelo Manual do Usuário. A assessoria de imprensa da Xiaomi, a Xiaomi e Hugo Barra todos afirmaram que o Brasil continuava nos planos da empresa, e assim continuaria sendo.

Ao que tudo indica, mudaram de ideia e hoje o Brasil está fora de tais planos. Pelo menos podia dar tchau, né?

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